sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Edan de regresso

Señor Kaos Interviews Edan from Señor Kaos on Vimeo.


Edan, um dos mais criativos produtores/mcs do underground norte-americano está de volta em Novembro de 2009, o que resulta numa notícia que merece fogo de artifício, paradas com elefantes e comendas de qualquer presidente que tenha dois dedos de testa (ou uma boa colecção de indie rap). Na entrevista acima há muita informação e nomes como James Brown e os grandes Latin Rascals são atirados para o ar em jeito de referência para tentar explicar a que soará o novo disco, que tem instrumentos tocados ao vivo e aquela estética de colagem que tanto agrada a estes ouvidos. Mais um para a lista... Keep them comin'.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Koushik grátis na Stones Throw


Despachem-se antes que termine a benesse:30 faixas instrumentais de Koushik para download grátis no site da Stones Throw.
(Nos últimos tempos tem sido particularmente duro uma pessoa manter-se a par de todas as edições da ST/Now Again... Não há orçamento familiar que aguente tamanha pressão!)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Oh No na Etiópia


Oh No sampla a Etiópia no seu mais recente projecto para a Stones Throw.

Announced only a few weeks ago, Oh No follows up Dr. No’s Oxperiment by diving again into Egon’s record collection for a region-based intrumental beat album. This time he's headed into the album inspired-by and sampled-from rare 60s and 70s Ethiopian funk, jazz, folk, soul and psychedelic rock.

Even if you’ve never heard an instrument tuned to the qenet scale before[1], even if you’re more into ballads than you are tezetas[2], Oh No’s transformative effect on his source material will blow you away in its otherworldy funkiness.


Sounds cool.

Cassete art



Brian Dettmer parece ser um artista torturado... Do site Design Boom:

atlanta based artist brian dettmer creates intricate sculptural skeletons using altered cassette tapes. dettmer began creating the pieces in 2005 as he was thinking about the demise of analog media in the increasingly digital world. one day as dettmer was walking down the street he spotted a dead bird and an idea hit him. ‘here was this thing that used to live, its used to fly around and play a vital role, and now it is dead and all that remains is the solid material.’ dettmer was quick to extrapolate this idea linking the bird’s life to that of the cassette. he transformed the skeleton of old cassettes into literal animal skeletons. this lead to a series of 12 human skulls made from tapes, each with a different theme like heavy metal or hard rock. the most complex piece in this body of work is a full skeleton made from over 180 cassettes. all the pieces are made using only cassettes tapes with no glue, tape or other outside materials. while dettmer couldn’t revel his process to designboom, he did tell us that he heats the plastic up so he can literally form and weld them with his wet hands and other tools.

Pornografia


Grupo do Flicker com uma atitude voyeuristica sobre o diggin e que que expõe por aqui fotos que, nalguns casos, são coincidentes com as mais desvairadas fantasias de muito boa gente, eu incluído. Quem tiver conta no flickr e possuir fotos que se enquadrem neste espírito pode acrescentar o seu trabalho a esta galeria.

sábado, 12 de setembro de 2009

Tighten Up hoje no Bicaense - RMA's Chart

E como prometido ontem, deixo aqui a chart que dará uma ideia do que vai na minha caixa de 45s para logo à noite.

RMA's Chart
The James Brown Soul Train - Honky Tonk
Natural Bridge Bunch - Pig Snoots
Mongo Santamaria - We Got Latin Soul
Los Albas - Bugulu
The Mohawks - The Champ
The Atlantic Sounds - Pata Pata
Kings Go Forth - Don't Taje My Shadow
Kings go Forth - Now We're Gone
The Delta Rhythm Section - Nassau Strut
Bronx River Parkway - La Valla

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Tighten Up - amanhã no Bicaense


O Facebook tem destas coisas: manda-se uma boca e o resultado pode ser fantástico, como, por exemplo, ser convidado por dois notórios e honrados guerreiros do groove para partilhar a cabine em noite de baixas pressões. Será portanto amanhã que rumarei até ao Bicaense só com 45s debaixo do braço para um encontro que será certamente memorável para mim. Em jeito de desafio, pedi aos excelsos Dedy & Mr_Mute que me fornecessem as suas respectivas charts para assinalar o momento. A minha será por aqui postada amanhã, derradeira tentativa de vos convencer a aparecerem por lá!

MR_MUTE's Chart
1. Harvey Scales and the 7 sounds - Get Down
2. Detroit Sex Machines - Funky Crawl
3. Ray Camacho and the Teardrops - Si si puede
4. Cold Blood - I'm a Good Woman
5. Labi Siffre - I got the
6. Steven Ellis - Loot
7. Stevie Wonder - You met your match
8. Faith - Freedom
9. Lack of Afro - The Outsider
10. Salah Rageb - Egypt Strut

DEDY's Chart
1. Mike Pedicin - Burn toast and black coffee
2. Luther Ingram - Oh baby don't you
3. Donnie Elbert - A little piece of leather
4. Little Willie John - I'm shaking
5. Mickie Champion - What god im i
6. Marlena Shaw - California Soul
7. The Cardinals - Choo Choo
8. Manny Corchado - Pow Wow
9. The Mighty Show-Stoppers - Hippy Skippy Moon Strut
10. The Otis and Carla Band - Tramp

Soul soothing sounds


A mix é de Kidinquisitive, digger à moda antiga que mantém o blog Soul Persuasion que já não é a primeira vez que recomendamos por aqui. Está recheada de sweet soul sounds que vão bem com os dias cinzentos que por aí andam. E cheio de pérolas obscuras:

Doris & Kelley – You Don’t Have To Worry
Buelah Palmer – I Cried Daddy Daddy
Chuck Armstrong –I’m A Lonely Man
Sly & The Family Stone – Underdog
Willie Gresham & The Free Food Ticket – I Cried Boo Hoo
Roger & The Human Body – Freedom
East St. Louis Gospelettes – Have A Talk With God
Headhunters – Don’t Kill Your Feelings
Harold – Shortage Of Love
Kenny James – Hell In New York City
Pin Points – Don’t Cry
Pookie Hudson – This Song Will Last Forever


E há uma Heavy Days 1 também, que pode ser encontrada aqui.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Mulatu & The Heliocentrics em Lisboa


Mulatu & The Heliocentrics ao vivo em Lisboa! É já no próximo dia 26, no âmbito de uma iniciativa mais vasta de que vos dá conta o cartaz mais abaixo. A entrada é livre, mas ao que parece a lotação é limitada. E este é um acontecimento imperdível.
Mulatu e os Heliocentrics editaram um álbum na Strut há não muito tempo e o África Eléctrica deu conta de tal edição (que podem conferir aqui), mas este espectáculo é imperdível por outras e mais significativas razões: o senhor Mulatu Astatke é uma lenda viva, um gigante que criou o "ethio-jazz" e que nas décadas de 60 e 70 lançou registos visionários que, felizmente, não se perderam no tempo. Discos como «Mulatu of Ethiopia» ou «Ethio Jazz» ou até o 10 polegadas que a Soundway editou em 2005 são convenientes provas reimpressas em vinil da visão singular deste homem que tive o prazer de conhecer em Toronto há uns anos e de voltar a reencontrar já este ano em Lisboa, em ambas as ocasiões no âmbito de iniciativas da Red Bull Music Academy. Os Heliocentrics, que acompanham Mulatu no álbum registado para a Strut e agora nos palcos, são uma das mais interessantes e intrigantes propostas musicais dos últimos anos. A discografia é imaculada: depósito sólido de ideias para o futuro do funk, agitado por músicos de excepção. A propósito do álbum «Out There», escrevi estas linhas na Op:

Heliocentrics
“Out there”
Stones Throw / Flur, 2007


“Out there” pode ser encarado como prova da idade adulta da nova cena funk. Malcom Catto - baterista que registou um estranho “Popcorn bubble fish” para a Mo’Wax, que se afirmou como dealer de peças raras de funk e fez dos Soul Destroyers um dos mais avançados colectivos do funk contemporâneo – lidera o ensemble que conta igualmente com uma ligação aos fantásticos Poets of Rhythm. Depois de se fazerem ouvir em “This time”, ponto alto do último álbum de DJ Shadow, os Heliocentrics criaram para a incansável Stones Throw um tratado de alargamento dos horizontes do funk, partindo do groove primal para chegarem a um lugar novo, onde as sensibilidades jazz são mais valia para investir em pura e libertária invenção rítmica.


Por tudo isto e por demais razões que se encontram no cartaz reproduzido abaixo, o dia 26 de Setembro só pode ser passado num sítio. Vemo-nos lá.

The Beatles - edição extra da Blitz

Com dois dias de atraso, chamo por aqui a atenção para mais um número extra da Blitz, este dedicado aos Beatles que, como sabem, têm a partir de ontem toda a obra reeditada no mercado. Considerações acerca do espírito mercantilista desse gesto de gestão da obra dos Fab Four à parte, a verdade é que no seu conjunto, o "espólio" dos Beatles continua a ser uma referência - para uma época e para um género. E dizer que é uma "referência" é muito diferente de dizer que é um "expoente". Acredito que há na década de 60 discos de outras bandas que são superiores ao melhor álbum dos Beatles («Rubber Soul»? o White Album?), mas a força do quarteto de Liverpool está precisamente no conjunto da obra: quantos grupos da mesma época poderão reclamar a mesma evolução criativa em meia dúzia de anos? Quantos poderão ser vistos como uma ponte entre duas épocas? Quantos tiveram o impacto social dos Beatles? Esta reedição faz, de facto, todo o sentido até porque novas gerações continuam a redescobrir os Beatles, por serem a tal referência incontornável que mencionava. Nesta revista, contamos tudo o que é possível contar em pouco mais do que 50 páginas, abordando vários aspectos da obra e procurando funcionar - e isto é quase serviço público!... - como uma espécie de guia para o tal conjunto de reedições. Boa leitura para os que decidirem comprar, portanto!

sábado, 5 de setembro de 2009

GLK e MAH no novo podcast Low End Theory


Dizem eles:

Episode 7: Mixes by Gaslamp Killer and Mary Anne Hobbs
The new Low End podcast is the stuff of legend. Low End resident The Gaslamp Killer paired with BBC Radio 1's very own Mary Anne Hobbs. Slam dunk!


Wonky beats, leftfield dubs, low frequencies and high expectations: bring it on!

Cut & Egon no Japão


Na homepage da Now Again Records pode ler-se um extenso report da tour que Egon e Cut Chemist fizeram no Japão. As ilustrações são imensas, por isso à informação que se pode recolher no texto (e é sempre bom atentar aos detalhes: Egon menciona licenciamento de material nigeriano para uma compilação que deverá sair dentro em breve... hum... e outra de psicadelismo made in Indonesia... double hum!), pode somar-se o prazer de perceber como vêem estes dois operários do groove esse incrível país que é o Japão. Fala-se de diggin' - claro! - mas não só. Às vezes, o melhor a seguir a ter lá estado é mesmo ler as impressões de quem lá esteve de facto...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Bernard Szajner


Quem é Bernard Szajner? Eu confesso que não sabia até me deparar com esta notícia da Fact. E para mim foi impossível ficar imune ao facto de Carl Craig colocar «Some Deaths Take Forever», álbum que Szajner editou em 1980, no topo do seu Top 10 de álbuns favoritos de sempre. Comparações a Brian Eno e à música de John Carpenter - na prática dois opostos absolutos - só mostram como é difícil classificar a música de Szajner. Ecos de rock progressivo, sintetizadores, atmosferas negríssimas e uma tensão constante é o que eu adivinho nesta música sobre a qual nem parece que passaram quase 30 anos. Ainda só a ouvi aqui, mas da Flur já me avisaram que chegaram os dois discos que encomendei - «Some Deaths Take Forever» e «Superficial Music». De acordo com o discogs há mais um álbum, de 1986, editado na island - «Brute Reason». No site oficial fica-se a saber que Szajner continua activo e a preparar quatro álbuns. Fico a aguardar ansiosamente.

Bernard Szajner na Flur.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Caliente!






Como já referenciado no post anterior, as latitudes dispersam-se na questão da contínua busca do beat perfeito. Acima alguns exemplos de actividade de arquivo com Cuba e o Panamá por terrenos de eleição e ainda a válida tentativa de Will Holland de reinventar o legado latino através da sua nova base na Colômbia. A Honest Jon's também dá cartas nesse domínio: atentem às compilações Cubanismo from The Congo e Big Pow Wow.

Psych Funk 101

Acabadinho de encomendar na Flur, este álbum foi recentemente recomendado pela Stones Throw, o que deveria ser razão mais do que suficiente para se investigar o seu conteúdo. Mesmo perante a nova realidade digital - em que tudo está disponível ao mesmo tempo e à distância de um click - a verdade é que os diggers continuam a descobrir novos e inexplorados filões. Depois da tendência de investigação de cenas locais (conferir discos como Florida Funk ou Bay Area Funk), muito centradas no que a memória americana tinha para oferecer, os diggers mais empenhados começaram a explorar outras latitudes: Frank Gossner ou Samy Ben Redjeb a redescobrir África, Egon a investigar o Leste Europeu e séries como a World Psychedelic Classics da Luaka bop (de que a Stones aliás editou «Love's a Real Thing» ou, mais significativamente ainda, a contínua aventura Love, Peace and Poetry de Thomas Hartlage oferecem coordenadas para uma visão alternativa do mundo.
Esta compilação parte da Nigéria e estende-se ao Irão, Coreia do Sul, Turquia e Russia numa fantástica investigação da época em que o groove do funk se ligou à expansão de horizontes do psicadelismo. Esta compilação vem acompanhada de um booklet de 36 páginas que oferece mais pistas para prosseguir a investigação.