quarta-feira, 22 de julho de 2009

África Eléctrica # 35

Arranque do África Eléctrica # 35 com dedicação à estreia dos Cacique 97 em álbum, mas também Tony Allen, Victor Olaya e Fred Fisher. E isto apenas na primeira hora, porque na segunda hora navegamos até à África psicadélica dos Ofege e similares. Boa audição!

África Eléctrica # 35 - 1ª hora

África Eléctrica # 35 - 2ª hora

terça-feira, 21 de julho de 2009

Low End Theory Podcast


Pressão de baixas frequências, desafios de gravidade, atmosferas densas de planetas sónicos pouco explorados e outras delícias da galáxia wonky. AQUI.

Madlib na Wire


Prepare for a new yesterday, advises Madlib the former Lootpack MC who digs deep into his mental record crate to produce the wayward hip-hop of Quasimoto and the sample-libraries of Beat Konducta. Lisa Blanning hears about virtual one-man jazz bands, collaborations with J Dilla and Melvin Van Peebles, and his attempts to curate the past for music lovers of tomorrow. Photography by Jeremy & Claire Weiss

"My computer?" echoes Madlib incredulously. "I never use a computer. It's too easy. It's not easy to sound like Dilla, but you can make beats like Dilla with your computer, so that's why everybody sounds like Dilla." Madlib is in the middle of a European tour giving a rare interview - his first, in fact, since 2006. As we sit in his East London hotel room, I'm reminded that I'm talking to a man who doesn't use the internet or email. "You gotta look me in the eye," he explains. "That's why people start arguing. You can be bold while you're typing."

Otis Jackson Jr - producer, rapper, musician, crate-digging antiquarian - was born in 1973 and raised in Oxnard, California, 60 miles west of his current base of Los Angeles. We can get a glimpse of what life in suburban Oxnard must have been like from Gilbert & Jaime Hernandez's Love And Rockets comic books (Los Bros Hernandez are also from Oxnard, and many of their narratives are set there at the time young Otis was growing up). However, Madlib's lineage immediately set him apart. Born into a family of musicians, including his father Otis Senior, a vocalist, bandleader and studio player, mother Sinesca, a songwriter and guitarist, and his uncle, jazz trumpeter Jon Faddis, he was exposed to the secret workings of music recording from an early age.

From such auspicious beginnings, Madlib has become one of the most diverse and prolific artists in hip-hop. He made his underground cross-genre breakthrough as his wayward, apocryphal alter-ego Quasimoto; and his other major projects include Beat Konducta's curated collections of MC tools; his one- man virtual jazz band Yesterdays New Quintet and its spin-oils, in which he contributes drums, keyboards, bass and vibraphone; and his collaborations with the late J Dilla (Jaylib) and MF DOOM (Madvillain). Madlib's work traverses modern-day hip-hop to an extent that few can claim, and his crate-digging has reached such depths as to make him a veritable crate in himself, providing others with scores of tracks to help construct their own tunes. Yet for all the success his workaholism has brought him, he is a reticent public figure. "I hate standing in front of a crowd and having to show myself," he admits. "I'm a background dude."


Promete.

Mais leitura, aqui:

Madlib no HdB # 1

segunda-feira, 20 de julho de 2009

David Axelrod & Wax Poetics


Enquanto não chega a nova Wax Poetics - que deverá ser o número especial dedicado ao Brasil (há igualmente planos para uma edição especial dedicada a África) - resolvi dar uma vista de olhos ao site e ao conteúdo online da revista e reencontrei esta grande entrevista de Eothen Alapatt com o mestre produtor que agora volta a estar na ordem do dia graças ao novo single de Rakim, de que falámos por aqui há uns dias... Ficam por isso mesmo por aí alguns links para se mergulhar no universo de David Axelrod, a começar na entrevista referida.

Entrevista de David Axelrod na Waxpoetics

David Axelrod no HitDaBreakz 1

David Axelrod no HitDaBreakz 2

David Axelrod e Rakim no Hip Hop is Read

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Máquina do tempo


Tom Moulton no Sandpiper de Fire Island, NYC, em 1974? Frankie Knuckles no Warehouse de Chicago em 1981? Afrika Bambaataa e Jazzy Jay na Kiss FM de Nova Iorque em 1983? John Jellybean Benitez no Funhouse de Nova Iorque em 1984? A lista é imensa e cada entrada representa um verdadeiro tesouro, uma pequena cápsula de um tempo sobre o qual passamos a vida a ler mas que poucos de nós (se calhar nenhuns...!) viveram. Está tudo disponível para download, juntamente com actuações ao vivo de gente ilustre como Grace Jones e vários outros sets absolutamente fundamentais. É clickar no link abaixo.

MÁQUINA DO TEMPO

Holy are you


O gigante Rakim está de volta, finalmente. E ainda por cima com um beat construído em cima de um incrível sample de David Axelrod (de uma produção para os Electric Prunes). Boom bap clássico com uma tremenda força.
Abaixo incluo trailer do dvd de Axelrod ao vivo no Royal Albert Hall de Londres, onde, por volta da marca de 1 minuto, é possível ver e ouvir Richard Ashcroft a interpretar o velho tema dos Electric Prunes a que Rakim agora dá nova vida.

Rakim - Holy Are You



quarta-feira, 15 de julho de 2009

Old School Hip Hop Megamix


Através do blog de Soulman encontrei o espantoso documento que agora partilho com os leitores do 2/4 the bass: um megamix vídeo que representa o verdadeiro espírito da velha escola com todas as marcas certas da cultura. Os responsáveis são os mentores do blog Old School Scholar e fizeram-me ir recuperar o seguinte excertto de um texto já por aqui publicado na íntegra anteriormente:

A ideia de que a nova escola hip hop só se define enquanto negativo da escola original – a velha! – é ridiculamente absurda. Na sua passagem pelo clube Pitch do Porto no âmbito de uma Info Session da Red Bull dedicada ao Cut n’ Paste, Steve Stein, mais conhecido por Steinski, assinou um intenso set a partir de um artilhado laptop decorado com autocolantes da Creative Commons de onde debitava rajadas sucessivas de MP3 que uniam os muito distantes universos de Herman Kelly e DJ Marlboro. Só mesmo os guardiões do centro comercial da nova escola hip hop é que não percebem: o absurdismo delicioso de Lil’ Wayne não é caso singular num devir histórico que conta com Kool Keith ou Quasimoto; e até mesmo as batidas paranoicamente viciantes de “Lollipop” ou “A Milli” têm uma insuperável dívida de gratidão perante o trabalho pioneiro de gente como Lenky ou Bobby Digital (e não me refiro ao desastrado alter-ego de Rza). A recusa da memória em detrimento do que é absolutamente novo tem apenas uma consequência – a eliminação do lado cultural de um género. Essa insistência no romper de laços – que é unilateral e surge do lado do presente em relação ao passado e nunca o contrário – parece ter como objectivo único uma espécie de reset da memória. Mas acreditar que tudo começa agora é um erro tão tremendo como acreditar que tudo terminou em 1992 quando o bom doutor editou “The chronic”.

África Eléctrica # 34

Emissão # 34 dedicada a novos lançamentos da sempre interessante Vampi Soul: Victor Olaya's All Stars Soul International e Fred Fisher Atalobhor ocupam boa parte das duas horas disponíveis. O restante vai para destacar o álbum de estreia dos portugueses Cacique 97. São duas horas recheadas de grande música. Boa audição.

África Eléctrica # 34 - 1ª hora

África Eléctrica # 34 - 1ª hora

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Moon Records

No próximo dia 20 de Julho completam-se 40 anos sobre a chegada da missão Apollo 11 à Lua. A ideia do espaço é talvez a que maior e mais continuado fascínio tem exercido sobre o mundo da música, mas na década de 60 a tecnologia permitia uma mais apurada tradução desse fascínio. Há centenas de discos com a lua por inspiração directa ou até com documentos concretos relacionados com a missão lunar - as transmissões dos astronautas, relatos radiofónicos, etc - e as suas capas são indicadores perfeitos da forma como o homem pensava o espaço antes dos computadores, da internet, da televisão a cores e das incontáveis evoluções tecnológicas que hoje temos como elementos essenciais do dia-a-dia. Ficam aqui alguns exemplos de artefactos de vinil relacionados com a ida do Homem à Lua: um pequeno passo para o homem...

África Eléctrica # 33

Regresso aos uploads de emissões de África Eléctrica arquivadas (conto colocar alguns programas nos próximos dias). Hoje a emissão # 33 do passado dia 26 de Maio, dedicada à compilação Com Fusões - From Angola To Brasil pensada e organizada pelo produtor brasileiro Maurício Pacheco. Um trabalho interessante de actualização de raízes. A segunda hora deste África Eléctrica, entretanto, é ocupada com um set de Frank Gossner dedicado ao Disco Sound da Nigéria.

África Eléctrica # 33 - 1ª hora

África Eléctrica # 33 - 2ª hora

Soul Power in Zaire 74

Quando Muhammad Ali e George Foreman disputaram o título mundial de pesos pesados no Zaire, em 74, a oportunidade para erguer um festival de música centrado no orgulho negro e na ligação da soul a África foi agarrada pelo produtor Stewart Levine. O festival foi montado paralelamente ao famoso Rumble In The Jungle e levou até ao país de Mobutu artistas como James Brown, Miriam Makeba, Bill Withers ou as Sisters Sledge e os Fania All Stars. A partir de filmagens efectuadas pela mesma equipa de documentaristas que registou as imagens usadas no documentário premiado «When We Were Kings», Jeffrey Levy-Hinte montou «Soul Power» um poderoso documentário que usa exclusivamente filmagens de época e que em breve deverá estar disponível em DVD. A história foi contada recentemente no New York Times.
Enquanto o DVD (ou até mesmo a passagem em sala) não chega, eis um link que o blog The Heat Warps disponibilizou há um ano. Agora só faltam as imagens.

James Brown ao vivo no Zaire 74

Edan's radio show


Edan, um dos meus MCs favoritos, tem um programa de rádio, vulgo podcast, que poderá tornar-se semanal no segundo semestre deste ano, quando o seu novo website estiver a funcionar. Para já há duas edições para descarregar, que linko já aqui em baixo.

Edan show # 1

Edan show # 2

Tendo em conta algumas das mixtapes que editou no passado (ver texto abaixo), estes programas de Edan prometem.

EDAN THE DJ
“Fast Rap”

Edan surgiu na cena underground norte-americana como uma espécie de “intelectual” do Hip Hop. O que não lhe retira nenhuma das suas qualidades como MC ou produtor (há um par de beats dele no álbum de Mr Lif, por exemplo). Nesta compilação de legalidade duvidosa, Edan presta homenagem ao período dourado da história do Hip Hop, quando os flows ainda enfrentavam velocidades vertiginosas nas batidas. Fast Rap junta lendas como Big Daddy Kane, Melle Mel, Main Source, Lord Finesse, Kool G Rap/Dj Pólo e Black Sheep, entre vários outros, numa mistura perfeita de temas obscuros e alguns até nunca editados. Absolutamente incrível. (No Label)

Lojas de discos


No fórum soulstrut alguém pediu fotos de interiores de lojas de discos dando início a um fantástico thread carregado de imagens. A loja de discos tal como a conhecíamos está a desaparecer. Os especialistas garantem que além dos formatos digitais o que ficará no futuro é o vinil e é por isso provável que algumas lojas especializadas nesse suporte sobrevivam igualmente. Quero acreditar nisso - aliás, até imagino uma reforma passada atrás de um balcão, caso, de facto, este tipo de lojas consiga garantir um lugar no futuro que aí vem.
Importante é a inversão da tendência de desaparecimento destes espaços que, pelo menos em Lisboa, se parece ter imposto (Discolecção, Carbono, Louie Louie, Vinyl Experience, o espaço Chili Con carne, a Flur...). E é importante que assim aconteça: há experiências que ocorrem numa loja de discos que são irrepetíveis através de um browser, de um monitor e de um teclado. Os discos podem até ser os mesmos, mas a forma de chegar até eles garantidamente não é.Estas fotos colocadas no fórum da Soulstrut relembram-nos como estes espaços são lugares plenos de mistério, onde as diferentes organizações são, na verdade, portais que nos conduzem de um universo a outro e que muitas vezes estão na base de incríveis descobertas. A organização alfabética num site qualquer não pode reproduzir esse harmonioso caos que é a arrumação de discos numa loja. Boas compras!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Robots have feelings too: Mixtape # 1


Esta é a mixtape inaugural de uma série que pretendo estender a convidados, sempre com os robots - esses seres extraordinários - como tema. Para a primeira mixtape - Robots have feelings too - usei, como a capa descreve, libtroniks (Electrónica de Library Records dos anos 60, 70 e 80) e wonky beats contemporâneos: há por lá Harmonic 313, Hudson Mohawke, Flying Lotus e muito mais. Tentei "interferir" ao máximo ao nível das texturas, ou seja a manipulação aqui não passa pelo scratch, pela alteração de pitch ou qualquer outra manobra do género, mas sobretudo pela sobreposição de temas. A capa é do Américo Sargaço e estará também disponível para download. Boa audição.

Robots have feelings too - low

Robots have feelings too - high

Robots have feelings too - cover

domingo, 5 de julho de 2009

Now Again: label de culto


Quase uma semana sem actualizar o blog, mas com razões fortes para tal: em primeiro lugar porque a entrevista com DJ Ride merecia manter-se "à tona" durante o máximo tempo possível, mas também porque a intensidade de trabalho no mundo real não permitiu nenhum desvio virtual. Arranca-se então com o mês de Julho por aqui no 2/4 the Bass com uma sugestão de visita à página da Now Again, a sub-label da Stones Throw que é orientada por Egon e que se tornou num verdadeiro trabalho de paixão e em muito mais do que uma editora. Sonho de um digger levado ao extremo, na Stones Throw cruzam-se as reedições impossíveis - sempre dignificadas por generosas notas biográficas e em edições em vinil que são sempre um verdadeiro luxo - com o tipo de discos que nunca foram feitos, mas que Egon gostaria certamente que se atravessassem no seu caminho quando anda a pesquisar vinil: assim se entendem as edições de Mr. Chop, Karl Hector & The Malcouns ou, muito em breve, da excelente dupla MRR-ADM que se encontra a preparar álbum de estreia nesta label.
A foto que ilustra este post, de Arthur Verocai, dá conta de outra vocação da Now Again - o espírito arquivista está bem patente no site e nas actividades paralelas da editora que passam igualmente pela angariação de catálogos para publishing. Neste caso, esta é uma das fotos raras que a Now Again cedeu à Waxpoetics para publicação num número especial dedicado ao Brasil (o futuro imediato da WaxPo também promete - há igualmente um número especial dedicado a África pensado para o futuro próximo). Outra secção absolutamente obrigatória é a que leva o título Picks, textos sobre preciosidades que a Now Again vai localizando e que são verdadeiros oceanos de informação.