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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Objecto de desejo: KDJ's private collection

Não exactamente a colecção de Kenny Dixon, mas um ep "privado" concebido para ser uma ferramenta algo "exclusiva" para djs, mas que já apareceu à venda no discogs. Eu quero...

The Private Collection 2 should never have been solicited. According to Mahogani Music:

"the pressing of this release was extremely small, less than 50 copies and was never meant to be sold. It was a giveaway to Detroit dj's that still play vinyl. We apologize for any false hope and inconvenience, but this record is not available for sale to anyone. We appreciate your understanding."


A1 Flying Lotus Tea Leaf Dancers
Edit By - Moodymann
A2 Kenny Dixon Jr. Untitled
Edit By - Moodymann
A3 Q-Tip Move
Edit By - Moodymann
B1 Terry Callier Love Theme From Spartacus (Roy Davis Jr. Remix)
Edit By - Moodymann
B2 Dwele Feels So Good
Edit By - Moodymann
B3 Kenny Dixon Jr. Untitled
Edit By - Moodymann


Sounds tasty! Kenny Dixon continua a quebrar regras e a impôr uma visão que é singular, um som que é mais fundo do que o oceano e uma classe que não se rege pelos mesmos parâmetros a que normalmente estamos habituados. Todos os discos que edita são, de alguma forma, gestos radicais. Mesmo quando têm tiragens dramaticamente limitadas e prensagens de qualidade duvidosa. É um homem a desenhar sózinho um mundo. E isso não é tarefa fácil. Volto a dizer: eu quero...

quarta-feira, 4 de março de 2009

Moodymann: freaky motherfunker

Freaky! Palavra certa para quem nunca se deu bem com convenções de espécie alguma. Kenny Dixon Jr, aka Moodymann, lançou em Dezembro último mais uma amostra do seu génio: Det.riot 67 é um LP que explora o universo singular de Moodymann, cruzando uma visão pessoalíssima do house com uma gestão rítmica que é só sua, quase sempre do lado errado do contador de bpms, adoptando um passo que neste momento não é igualado por nenhum outro produtor. Det.riot 67 é também um objecto político, com a cadência marcial do tema título a suportar uma narrativa de época (a voz é, claramente, de um homem branco) que oferece uma perspectiva dos riots de Detroit de 1967 que obviamente não é a de Moodymann. Todo o pulsar do álbum é político: mesmo o carácter sexual de «Freeki Mutha Fucker» é político (a erupção de 67 coincide com o auge do orgulho negro, ameaça para a moral branca dominante). E é com classe que KDJ enquadra todas essas ideias: space disco, house mutante, guitarras incendiadas pelo espírito de Prince, funk suado e, uma vez mais, profundamente sexual.
Entretanto, já há novidade no hiper-activo campo de Moodymann: Another Black Sunday. A saga prossegue e aterra na Flur dentro de pouco tempo.